domingo, 8 de maio de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carta de Baú

Amor,

Queria chorar suas lágrimas. Sempre quis transforma-las em lágrimas de alegria, mas parece que durou alguns dias de chuva.

Lembra quando estávamos embaixo de guarda-chuvas e conversamos com a timidez do chuvisco daquela noite? eu ainda lembro do seu olhar.
Estou longe na distância, faz tempo que a gente não se vê, mas to dentro de você... Nos versos que sustentam nosso amor, na poesia que é você!

Até a chuva tomamos pra nós, procuramos até patentear. Meu bem... Como eu queria chorar suas lágrimas. Tomar toda a dor, me desculpe.

Eu gosto de você, mas não dá ainda para chegar até aí. Mas vamos conseguir.
Também me dói e muito! Acho que o que me dói mais em mim é por você estar assim.

Me desculpe.
Me desculpe por eu ter soltado o meu primeiro "eu te amo" no meio de uma conversa e percebi só depois.
Me desculpe por eu ter a mesma mania de gastar muito guardanapo de papel e encher, junto com você, nossa mesa.
Por falar as coisas que eu gostava e tudo te agradava.

Te peço desculpas... O porquê na verdade mesmo...Eu não sei!

Só queria chorar suas lágrimas...

Tô longe na distância...........Mas tô nos versos que sustentam nosso amor!

Com carinho,

Letras pequenas.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A ordem dos fatores altera o produto!Futuro!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

As fronteiras dos meus estados...
Onde piso?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cada poro do meu corpo tem uma letra.
A cada sensação: Uma palavra.
A cada suspiro: Um verso.
A cada arrepio: Um poema.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Segurança?

Já a encontrei chorando.
Por que chorava?
Perfuraram seu corpo até atingirem a alma.
Fiquei sem saber se estes tiros foram das contas do mês ou das palavras de alguém que a deixou.

Apenas chovava...
e por mais que lavasse o rosto não havia água. Derramava por dentro.
E pq não demonstrava TANTO...Eu sentia.

A arma em seu colete parecia um brinquedo sem pilha.
Sem corda ou botão.
Brinquedo de criança pobre que só funciona na imaginação.

Para essas coisas( Mesmo desconhecendo quais coisas eram as dela)não há colete que a proteja e revolver que acabe.


(Sempre que entro no banheiro e vejo alguem chorando me bate uma vontade de consolar...)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cheiros e sons

Passado-presente-futuro(?)
Cheiros... Ano passado tinha cheiro de sabonete da Natura, cheiro de brigadeiro, cheiro de boate,cheiro de resina, cheiro de sala de informática, cheiro de lasanha, cheiro de cidade "nova". Tinha som de teclado, de Fernanda Porto, de ônibus, de Ana Cañas, de Maria Gadú, de Moinho.
Este ano... Cheiros variados, cheiro de roça,cheiro de carro, cheiro de pessoas, cheiro de construção...Tem som de pandeiro, de reggae, de Roberta Sá, de músicas próprias, de chuva, risada, Bruna Caram.


Mas a chuva ta forte hoje, o cheiro dela também.
O frio chega no quarto sem nenhuma timidez.
Algumas gotas escorrem pela janela...
Algumas com sal.
Outras... ficam paradas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Perco a fome.

Podiamos perder um pouco a fome em certos dias.
Certos dias em que informação demais nos atinge.
É um turbilhão de coisas que entra por nossa goela abaixo e bate la no fundo do estômago. Bate forte mesmo...
Procuramos água pra ajudar a descer porque pensamento também pesa, entala e atrapalha todo o processo da digestão!
Tem horas que o "pra sempre" me assusta e o "nunca mais" também.
Mas com o tempo acho que aprendemos a digeri-los.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Deixei a chuva cair.
Aliás, provoquei a pequenina. Chove tímida, mas fria.
Estava nos céus, minha energia baixou, precisei de algo para preencher o espaço e então... puxei a chuva para cá para dentro.
Será que não pode fazer sol o tempo todo?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

sujeito,verbo,complemento.

Minha escrita é tão simples que até tenho inveja dela.
Queria ter sua simplicidade, humildade por ser um conjuntinho de pequenas palavras e versos, mas com uma grandeza que nem cabe em mim.
Por isso que sai.
Pensava que não existiam mais letras por aqui.
Mas aí meu sangue começou a andar mais rápido, avisando a todos: _ Tenham pressa, vamos, ela tem que escrever!!!
e então foram puxando a perninha de cada A, o ganchinho do Y, a barriguinha do B e com muito custo foram tirando o L de cada cotovelo e joelho.
De letra I encontraram dez, quatro em cada mão eram maiúsculas, outras duas estavam nos mindinhos fazendo uma força danada. Tentavam crescer, vê!
Tinha U nas unhas, C nos ombros, e várias reticências nos dedos de cada pé.

Tem horas que tenho inveja da minha escrita.
Ela se renova.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Não tenho título, só significado.

O fato do envelhecer seria apenas essa diminuição de água no corpo e a lentidão no processo de se renovar?
Para mim, um andarilho tem em seu rosto os raios do sol e as estradas de sua vida. As marcas são de experiências, vão aparecendo depois, bem depois, mas são.
Passados 50 anos, ao me olhar no espelho, como será?
Se os amores se transformarem em linhas horizontais e verticais vou ser um quadro de Mondrian.
E se mostrarem a intensidade na elasticidade do meu corpo então...Serei um Dali.
O meu corpo será minha tela de toda vivência.
Espaços vagos revelarão minha essência.
E Terei sempre um espaço para uma nova pincelada de cor forte.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Registros de uma pré-existência...

sábado, 4 de setembro de 2010

Exposição

Tem dias que as linhas e as entrelinhas são tão fortes, intensas, tão eu... que ao passar para o papel me sinto seminua.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Receita instantânea



Uma dúzia de palavras
Um liquidificador
Uma peneira.
Uma faca


Corte a dúzia inteira de palavras em picadinhos até ficarem em letras.
Após o corte coloque todas as letras dentro do liquidificador.
Bata por dois minutos somente.
Derrame todo o conteúdo triturado na peneira e balance bem.
Pegue as vírgulas que ficaram dentro da peneira e jogue novamente no liquidificador e bata por mais trinta segundos.

Agora junte o que já foi peneirado com o conteúdo que foi triturado novamente em uma bandeja.

Leve a geladeira por 10 segundos.

Pronto.

Pode ser servido como várias reticências em porções separadas ou então em uma porção enorme de ponto final.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

..."Nem chego perto de tamborim."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Ando sonhando tanto
e é tão real
que meus dias parecem dividos
somente por este jogo
de claro-escuro"


O tempo não pára... e minha mente também não... nem quando durmo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Enquanto a greve não acaba ...




...Vai algo que me veio na cabeça pela manhã:

"O poeta é tão apaixonado pelas palavras que só consegue matar verdadeiramente a sua fome com uma consistente sopa de letrinhas."

=]

D.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A greve das palavras


Assassinaram a poesia e não há testemunhas confiáveis.
Céu disse que ao ver medo atirando até escureceu. Árvore falou que ao presenciar aquilo deixou algumas folhas secas caírem no local.
Terra, bem próxima da grama, afirmou ter suado frio ficando toda molhada.
Porém verdade desmascarou todas as testemunhas: O céu estava escuro pois era noite. Árvore deixou cada folha cair pois era fim de Outono e terra até parecia ter suado frio com grama ao lado, em cima, não sei... Mas a verdade é que ela estava assim devido a massa de ar fria e úmida que veio do Sul nos últimos tempos.

Ao contrário dos assassinatos comuns, nenhum curioso apareceu logo para ver o tal defunto. Não teve muvuca.
Banco continuou ali estático... com sua madeira de criado mudo... em estado de choque térmico esperando o atendimento (Para poesia e para ele que até agora não conseguiu falar nada para a perícia). Aprendizado chegou um tempão depois para recolher o "corpo".

Ali no chão só restou uma poça de letras que não são vermelhas nem pretas e ninguém se interessou por elas. Algumas, coitadas, se juntavam com a maior dificuldade formando umas sílabas, mas com poesia sem vida não conseguiam ficar nem 10 segundos juntas.

Curioso que, minutos depois do recolhimento, Verdade foi interrogar medo e ele jogou toda a culpa pra cima da confusão alegando também que o muro no qual estava escondido pra atirar não foi ele quem construiu. Verdade nem se quer prendeu Medo. Nem quer chegar perto na verdade dela pois ele já se encontra em cela especial e pode atingir qualquer um.

E então Medo continua lá, sentado, prendendo e aprisionado na própria cela.
Verdade, irônica, teve hora que até riu da situação.

Poesia, novinha tadinha, nem viveu direito e já morreu, se foi....Mas pra onde? Debaixo da terra, jogada no mar?
Dizem que evaporou...E sem sol algum.

(Este texto não é nada confiável também pois o mesmo foi feito com letras que vieram no vento a um certo papel. Jornalistas até tentaram dar a notícia em primeira mão, mas a maioria das palavras se embaralharam e saíram da tela.
Eles só conseguiram entender, depois de muito esforço e tempo, o que elas mostravam repetidas vezes: As palavras entraram em greve!!! )


=]

sábado, 12 de junho de 2010


"E atée queem me vêee


Lendo o jornaal



Na fila do pãao"
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Sabe que eu to com fome e acabei de acordar!



Feliz dia dos solteiros! rsrsrs


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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Discussão



E ela perguntava para seu Eu: _Por que tenho tanto sentimento em mim que chega a transbordar?
Seu Eu respondia: _ Não sei, acho que quando você foi passar naquelas filas de pegar as coisas para nascer, passou na fila do coração e pediu mais um.
Ela:_ Mas eu nasci com um só, ora!
Seu Eu:_ Sim, nascemos com um só, porém você, com cara de pidona, pediu mais uma colheradinha e a "tia", em um gesto escondido, te deu um pouco mais de sentimento.
Ela: _ Droga, vai ser burra assim longe heim! Pior que nem lembro. Fico pensando as vezes sobre ser assim e pior que fico brava quando vejo alguém dizendo que ama outra pessoa em um dia e no outro diz "to de saco cheio já", sendo que eu vivo com o coração cheio... Todos deveriam ser assim, sem saco, apenas com coração. Ou então eu que deveria ser de outro jeito.
Seu Eu: _Pare de reclamar, se quer vir contra mim, pois que venha, mas aviso que não vai ser bom.

Ela e seu Eu discutiram o dia todo.
Ela então decidiu falar com uma amiga (que também deve ter pedido mais coração antes de nascer) sobre essa discussão toda.

Sua amiga lhe disse: _ A questão é: Vivemos no ápice ou no chão...Não equalizamos que nem todo mundo.

Ela e seu Eu ficaram mudos .... E então decidiram parar de brigar........ até o coração transbordar de novo.

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D.